António Filipe
Pimentel, diretor do MNAA refere a
importância de abrigar no museu Nacional de Arte Antiga uma exposição que reúne
cerca de uma centena de obras, entre pinturas e esculturas do século XVI ao
século XX, da colecção privada de Franco Maria Ricci, o designer, editor e
bibliófilo, nascido em Parma em 1937. “É um privilégio e uma oportunidade para
Portugal receber esta colecção de uma figura mítica do século XX”, disse o
director numa conferência onde explicou
que o desafio ao designer italiano partiu exactamente da direcção do museu.
“Ele faz o que é
incomum, o que ninguém se atreveu a fazer, é um homem único, cultíssimo e com
gosto refinadíssimo”, justificou, acrescentando que Franco Maria Ricci, actualmente
com 76 anos e que esteve no MNAA para a inauguração da mostra, está a colaborar
activamente com o museu. Franco Maria Ricci ao perceber a dimensão da
exposição, que contou com a parceria da produtora de espectáculos UAU, que
investiu aproximadamente 350 mil euros, deu o seu aval e até sugeriu peças que comprou entretanto.
“Entusiasmou-se com o projecto e tem sido uma relação absolutamente perfeita.”
Franco Maria Ricci
tem uma colecção pessoal de obras de arte com cerca de 400 peças de desenho,
escultura, pintura e objectos de artes decorativas, e que só foi ainda mostrada
em Colorno, na região de Parma, em 2004.
Colóquio
"Design & Herança"
No
âmbito da Exposição FMR. A Colecção Franco Maria Ricci, terá lugar no dia
17 de janeiro, a partir das 10h00, no Auditório do Museu Nacional de Arte
Antiga, o colóquio Design & Herança.
A
Coleção de Franco Maria Ricci foi influenciada pelas obras de Bodoni, que foi
considerado o mais importante tipógrafo do século XVIII e publicou em 1788 um manual que antecede aquele que seria o testemunho de toda a sua vida criativa: o Manuale Tipografico de 1818, publicado cinco anos após a sua morte.
considerado o mais importante tipógrafo do século XVIII e publicou em 1788 um manual que antecede aquele que seria o testemunho de toda a sua vida criativa: o Manuale Tipografico de 1818, publicado cinco anos após a sua morte.
Para Bodoni, a beleza de um texto residia na letra e assentava em quatro cânones essenciais: Regularidade, Nitidez, Bom Gosto e Graça.

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