Na nossa 3ª visita ao bairro, tomámos conhecimento do mau ambiente que os
moradores dizem existir à noite. Fizemos também registo fotográfico.
Na última visita, disseram-nos que tínhamos de conhecer a Graça, mais conhecida
como a alma do bairro. Falaram-nos também do café Beira Tejo, mas não fazia ideia
que a senhora trabalhava lá. Não me pareceu ser a alma do bairro como imaginei. Antes
pelo contrário: calada, tímida e pouco conhecedora do ambiente do bairro, até porque
nem vivia lá. Soube apenas dizer-nos que o bairro estava cheio de intrigas e mexericos,
como acontece em todo o lado. Estavam dois jovens no café que nos disseram, que para
a idade deles, o bairro tinha um ambiente muito “morto” e que por isso preferiam ir
para o Bairro Alto.
Nesta visita, tivemos alguma dificuldade em encontrar as pessoas certas porque na
maior parte das vezes não queriam falar ou então não nos diziam nada de especial.
Descobrimos que não existe nenhum barbeiro, apenas cabeleireiros recentes, e que
antigamente existiam várias mercearias.
As outras pessoas com quem falámos, especialmente a empregada do quiosque junto à
praça, deram-nos informações sobre o ambiente social atual do bairro: apesar de o
considerarem como um sítio sossegado, existem cada vez mais negócios ilícitos como
venda de droga e prostituição. A senhora do quiosque disse-nos que antigamente o
bairro de São Bento era conhecido pelo tráfico de droga. Contou-nos também que ao
fim do dia, várias prostitutas aparecem junto à praça, e trabalham para várias casas
existentes ali à volta.

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