sexta-feira, 6 de março de 2015

ENTREVISTA COM SENHOR SIMÕES

Fizemos a entrevista com Senhor Simões:

— Como é que a Praça era antigamente?
“Antigamente isto era uma rampa, era vedado e passavam os carros. Aqui as casas sempre foram caras, os senhorios aproveitavam-se e alugavam os quartos.
Isto chama-se praça das flores mas isto tem outro nome… Praça Fialho de Almeida. É o nome técnico da praça, todos os jardins têm o nome técnico, é como o Jardim da Estrela, todos têm o nome de uma personalidade da sociedade portuguesa, é assim que estão registados na Câmara. É como no Príncipe Real, o jardim é o França Borges, está lá o busto dele.
Este terreno foi dado por uma Condensa que vivia naquela casa cor-de-rosa. Ali atrás, naquele prédio azul de azulejo vivia um médico, Serrão Franco. Quando era miúdo e jogava aqui ao berlinde na praça, ele era o único que tinha carro aqui na zona, tinha um Bentley azul, era uma categoria… Dantes isto era muito comercial, tinha muitas tabernas. Nesta zona era tudo à base de mercearias e tabernas, havia mais ou menos seis. Vendiam cigarros avulso, jogava-se ao dominó e às cartas. Mau ambiente há agora… É como a malta diz: isto de manhã é para as crianças, à tarde para os reformados e à noite é para os gays. Há tarde sentam-se aí pessoas nos bancos, deixam um saco, passado quinze minutos, passa alguém e leva o saco. A polícia já fechou aquele prédio porque havia lá droga e o dono sabia, mas o que é que se possível fazer? Mas é uma zona bem situada, aqui ao pé do Parlamento. Todos os dias passam aí deputados e políticos, a Joana Amaral Dias teve aí à pouco tempo, dantes o António José Seguro ia almoçar muitas vezes ali acima. O Guterres e o Alberto Martins moram aqui perto, eu sou próximo do Alberto Martins, falo muito bem com ele, há uns tempos trocei-lhe as fechaduras.
Antigamente havia aqui uns bancos de pedra mas levaram-nos para as Janelas Verdes perto do museu e depois puseram estes de madeira. Nas amoreiras, num jardim parecido com este, é que também existem bancos de pedra. Lá até existe um quiosque destes. No Príncipe Real é que também existe um quiosque parecido com este…A Catarina Portas, a irmã do Portas é que está a explorar isto. Os quiosques do Príncipe Real, do Largo do Camões e esse das Amoreiras são dela.”

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