É um filme britânico de 1988,
dirigido por Peter Greenaway que ganhou o prémio no Festival de Cannes em 1988.
É um filme que intriga pelas imagens
e que renova por completo o cinema que faz algo único e original.
É um ambiente calmo, fotografia maravilhosa
e impressionante, parece que cada cena é uma pintura mas isso tudo mostra e
envolve o tema mórbido dos habitantes que vivem num lugar aparentemente tranquilo
onde eles jogam alguma coisa.
Cada enquadramento do filme é uma
realização próxima da arte, uma pintura em movimento e representa o elenco
feminino com a perturbadora comédia de humor negro que transforma o assassinato
num jogo.
É desconcertante, sedutor com as suas
interpretações de indiferença pelas mulheres com os seus maridos e que permanece
após seus crimes, os motivos exagerados das mortes e o menino que numera os mortos
que aparecem durante o filme. Transmitiu- me uma sensação única devido à sua
pintura.
O filme conta a história de três
mulheres com o mesmo nome, Cissie Colpitts que cometem três assassinatos cada
uma afogando o próprio marido por pura insatisfação. A mãe cansou-se das
traições do marido e suas filhas que estavam insatisfeitas nos respetivos
casamentos.
O legista local que nutre paixão
pelas mulheres encobre os crimes declarando os como tendo sido acidentes.
O número de
contagem, as regras do jogo, e as repetições da trama são todos dispositivos
que enfatizam a estrutura e simetria.
De um a cem, descobrem-se os números nos
diálogos e em lugares diferentes da cenografia. O cineasta leva o espectador a
percorrer a tela como se percorre um quadro, a encontrar os números e, assim,
desenhar a trama dos afogados e isso é interessante.

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