É um dos grandes filmes do cinema dos anos 90 e documenta a pintura que não se acaba e de uma forma radical, afirma que num filme o que se vê não é exatamente a reprodução do que o realizador viu, mas sim o olhar do realizador.
Como aqui o realizador olha um personagem que (não vê o que
ele vê : vê como ele constrói o seu olhar) talvez seja possível dizer que
o diretor diante do pintor vê como um espectador vê quando tem diante de si um
documentário.
Ou seja, Vitor Erice acompanha o pintor António Lopez ao
longo do processo de concepção de um quadro com uma reflexão não só sobre a
pintura e o cinema como a sua relação com a natureza e os homens.


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