OS
RESPIGADORES E A RESPIGADORA
É um filme de cineasta belga Agnés Varda realizado com uma
sucessão de planos cinematográficos a partir de um famoso quadro de Millet
sobre o mundo dos respigadores, que são pessoas que se dedicam a recuperar e a
reciclar coisas a partir do lixo e de sobras.
O filme lança um olhar sobre os respigadores atuais, que
apanham o lixo para não desperdiçar, aqueles que rebuscam nas sobras dos supermercados
e aqueles que procuram restos nos caixotes do lixo para comer. Estas pessoas
são respigadores da sociedade contemporânea que são semelhantes àqueles que
aparecem nas pinturas da respiga e que se vêem nos museus. Ironicamente, a
respigadora é também a própria Varda com a máquina digital que foi respigando
imagens, planos tristes ou engraçados e que são os restos que outros deixaram
para trás, ou seja, é a “Recuperadora” das imagens que os outros não querem ver
nem fazer.
Ao ver este filme, considero este olhar, um olhar sobre a
persistência na sociedade contemporânea dos respigadores através da recuperação
das coisas e é um filme lúcido e leve.
Por fim, o filme tem aspetos importantes da arte e da cultura
pós-moderna com abordagem da cultura francesa na incorporação de diversas referências
a artistas e à história da arte.
Considero este filme, que nada desperdiça e tudo integra
dando valor e incorporando tudo o que vai encontrando.
A ligação deste filme com o nosso trabalho de grupo, acerca do projeto sobre o nosso Bairro foi o termos andado à procura de restos, informações e conteúdos, que ninguém usa e que foram deixados de parte por outros, que nem querem valorizar o que nós queremos encontrar no bairro.
A nossa intervenção no bairro está, de certa forma, relacionado com o papel deste filme, porque nós somos respigadores da vida do bairro, da identidade do bairro com as suas histórias, a sua essência e as suas tradições.
Nós procuramos memórias, momentos e vivências do bairro, aquelas que aparentemente ninguém recorda só os raros que são especiais.
Ouvimos as palavras dos moradores e procurámos os restos, não só os restos de uma forma geral, mas os restos essenciais que são aqueles que toda a gente julga que são apenas e só restos mas, que para nós são essenciais.
A ligação deste filme com o nosso trabalho de grupo, acerca do projeto sobre o nosso Bairro foi o termos andado à procura de restos, informações e conteúdos, que ninguém usa e que foram deixados de parte por outros, que nem querem valorizar o que nós queremos encontrar no bairro.
A nossa intervenção no bairro está, de certa forma, relacionado com o papel deste filme, porque nós somos respigadores da vida do bairro, da identidade do bairro com as suas histórias, a sua essência e as suas tradições.
Nós procuramos memórias, momentos e vivências do bairro, aquelas que aparentemente ninguém recorda só os raros que são especiais.
Ouvimos as palavras dos moradores e procurámos os restos, não só os restos de uma forma geral, mas os restos essenciais que são aqueles que toda a gente julga que são apenas e só restos mas, que para nós são essenciais.

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