Inicialmente, pensámos em fazer uma espécie de gráfico assente na planta do bairro, onde o aglomerado de linhas coloridas, representava a forte ou fraca presença desse grupo social. Ao mesmo tempo, ocorreu-nos também, fazer uma abordagem mais lírica e abstrata do tema, através de formas geométricas, linhas, interseções e sobreposições . Em ambos os exemplos, a Praça das Flores é centro de todas as fusões e cruzamentos entre grupos.
Desenvolvemos a ideia do abstracionismo para o mapa final, e decidimos pintar sobre a malha do bairro, várias manchas de três cores diferentes (azul, amarelo e cor de laranja) e formas orgânicas, que representam a presença mais intensa ou suave de cada grupo. O azul representa os moradores, o amarelo a comunidade gay e o cor de laranja a elite parlamentar. As manchas são cada vez mais pequenas, quanto mais se aproximam da praça, local onde se misturam todas. É curioso que as manchas são delimitadas e não se sobrepõem. Por isso, significa que os grupos exteriores ao bairro, são aceites, mas não se misturam com os moradores.
O que vem a seguir é o mapa psicogeográfico terminado. O conceito inerente a este
trabalho é a diversidade de grupos sociais existentes no bairro e o modo
como se espalham e interagem na própria zona. Cada cor representa um
grupo: azul para os moradores (mais abundante e espalhada por toda a
área), laranja para a elite parlamentar (mais perto da Assembleia da
República) e amarelo para a comunidade gay (vem sobretudo do Bairro Alto
e tem uma forte presença à noite na rua de São Marçal).
É curioso que
estes 3 grupos partilham todos o mesmo espaço e aceitam a presença uns
dos outros, mas as manchas têm contornos bem definidos. Logo, os três
não se misturam muito. Obviamente, o grande centro de concentração é a
Praça das Flores. O espaço das ruas foi deixado em branco para exaltar
os aspectos geográficos do bairro.






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