domingo, 5 de abril de 2015

MAPA PSICOGEOGRÁFICO

No nosso mapa psicogeográfico, queríamos retratar os diversos grupos sociais do bairro e as zonas que mais frequentam. Selecionámos os três grupos mais importantes: os moradores, em maior número e espalhados por toda a área; a comunidade gay, frequentadores da rua de São Marçal; e a elite parlamentar, que faz sempre o mesmo percurso até ao restaurante Pão de Canela.
Inicialmente, pensámos em fazer uma espécie de gráfico assente na planta do bairro, onde o aglomerado de linhas coloridas, representava a forte ou fraca presença desse grupo social. Ao mesmo tempo, ocorreu-nos também, fazer uma abordagem mais lírica e abstrata do tema, através de formas geométricas, linhas, interseções e sobreposições . Em ambos os exemplos, a Praça das Flores é centro de todas as fusões e cruzamentos entre grupos.
Desenvolvemos a ideia do abstracionismo para o mapa final, e decidimos pintar sobre a malha do bairro, várias manchas de três cores diferentes (azul, amarelo e cor de laranja) e formas orgânicas, que representam a presença mais intensa ou suave de cada grupo. O azul representa os moradores, o amarelo a comunidade gay e o cor de laranja a elite parlamentar. As manchas são cada vez mais pequenas, quanto mais se aproximam da praça, local onde se misturam todas. É curioso que as manchas são delimitadas e não se sobrepõem. Por isso, significa que os grupos exteriores ao bairro, são aceites, mas não se misturam com os moradores.





O que vem a seguir é o mapa psicogeográfico terminado. O conceito inerente a este trabalho é a diversidade de grupos sociais existentes no bairro e o modo como se espalham e interagem na própria zona. Cada cor representa um grupo: azul para os moradores (mais abundante e espalhada por toda a área), laranja para a elite parlamentar (mais perto da Assembleia da República) e amarelo para a comunidade gay (vem sobretudo do Bairro Alto e tem uma forte presença à noite na rua de São Marçal). 


É curioso que estes 3 grupos partilham todos o mesmo espaço e aceitam a presença uns dos outros, mas as manchas têm contornos bem definidos. Logo, os três não se misturam muito. Obviamente, o grande centro de concentração é a Praça das Flores. O espaço das ruas foi deixado em branco para exaltar os aspectos geográficos do bairro. 



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